terça-feira, 29 de novembro de 2011

Independência ou Morte!


Não parece, mas o título deste texto é contraditório. Se você for parar pra raciocinar, você vai concordar comigo. De certa forma, sempre seremos dependentes de alguma coisa, ou alguém, para que possamos viver. Basta observar um bebê recém-nascido. Ele nasce completamente dependente de cuidados, mais especificamente de cuidados maternos, nos primeiros minutos após nascer, precisa inclusive do calor da mãe.

Somos seres dependentes. Precisamos ser. É claro que um adolescente pode discordar, afinal após anos tendo que dar satisfações aos seus tutores legais... está começando a dar seus primeiros vôos solo para conquistar seu espaço no universo adulto. Mas logo logo, este adolescente vai perceber que de certa forma vai sempre depender de algo para sua subsistência.

Somos dependentes sim e isto não é ruim, muito pelo contrário, os maiores avanços de nossa espécie, foram conquistados quando decidimos viver em grupo, formando assim uma sociedade onde podemos fornecer e receber coisas, produtos, serviços e experiências, para deste modo conduzir nossa espécie a um novo patamar de evolução.

A verdade é que precisamos uns dos outros. Somos parte de um todo. Não somos auto-suficientes, mesmo! E é por este motivo que devemos procurar preservar o outro e aquilo que o outro necessita. Quando pudermos, é interessante que sejamos gentis, ou mesmo gratos àqueles que nos dão um empurrãozinho quando precisamos. Isto faz com que estes tenham um prazer maior em nos ajudar na próxima vez que precisarmos. E acredite, vamos precisar novamente um do outro.

Viver em sociedade exige de nós muita paciência, cordialidade e sobre tudo amor. O amor vai fazer com que você se coloque no lugar do outro e tenha um cuidado com aquele que necessita de algo. Mesmo que você não possa suprir a necessidade do outro, com amor, você pode fazer com que a dor do outro seja de alguma forma amenizada.

Quando somos egoístas, egocêntricos e arrogantes, temos a tendência de afastar aqueles que poderiam nos prover algo que necessitamos. Se realmente quisermos ser independentes, estamos condenados a viver dentro de nossas insignificantes e desprezíveis limitações, que invariavelmente nos levará à morte!

domingo, 27 de novembro de 2011

Texto fluído


Vejam que curioso: Faz dois dias que sento na frente do computador para escrever. Eu escolhi assuntos que achei que seriam legais, divertidos, ou mesmo engraçados, mas estranhamente não consegui. Sentei e passei uns dez minutos para escrever um parágrafo, que se recusava a sair, de alguma forma bizarra para mim, eu não conseguia estruturar as idéias em cima das plataformas da escrita. Desliguei o computador e fui abstrair-me.

No dia seguinte, escolhi um outro assunto, mas novamente não consegui escrever absolutamente nada. O que saía eram coisas sem sentido ou até mesmo desconexas. Muito estranho, fiquei sem entender até que hoje, caiu a ficha... entendi o que ocorrera.

Eu queria escrever coisas que eu julguei que as pessoas que lessem poderiam gostar, quis seguir um formato, talvez mais amigável a quem fosse ler o blog, do tipo: 2 textos sérios, uns 2 ou 3 descontraídos, um post sobre as oscilações de relacionamento entre homens x mulheres, talvez umas 2 piadas... e não deu certo.

Hoje descobri que não consigo escrever o que não está em mim. Não consigo escrever o que eu não sou. Não consigo colocar pra fora aquilo que não está dentro de mim. Eu simplesmente travei quando tentei fazê-lo. É tudo muito novo pra mim... e muito estranho também.

Se bem que acho que a internet não precisa de mais um blog de piadas, sexo ou qquer coisa que siga uma linha mais genérica ao comportamento humano. Se eu tentasse algo parecido acho que seria apenas mais um em meio a tantos outros bons blogs que falam sobre tais coisa.

Mas a internet precisa, ela carece de figuras singulares que expressam opinião e ponto de vista próprios e contemporâneos a respeito do mundo em que vivemos. Com certeza não tem nenhum outro blog que diga o que eu penso porque é neste aqui que expresso o que eu sinto. Quando eu escrevo algo que tah dentro de mim, é incrivel como os textos fluem sem esforço.

Hoje sei que posso escrever sobre qualquer coisa, não há uma limitação do conhecimento, de conteúdo, não há assunto que não possa falar. A única prerrogativa que tem que estar clara é se aquilo que escrevo está dentro de mim. Se é o que estou sentindo no momento sei que tudo vai fluir, senão, esquece!

Eu sei que não parece grande coisa pra quem lê, mas pra mim... estou radiante em ter descoberto isto, pois vai me poupar o tempo ocioso que passaria na frente do computador esperando as idéias aparecerem. Graças a Deus, estou muito feliz!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Autocrítica: Espelho da Alma


Olá, hoje estou fazendo um balanço de como tem sido escrever aqui. Escrever é um exercício bastante difícil e posso garantir que não é para qualquer um. Não se trata de o cidadão ter uma boa métrica, conhecer bem a língua, as técnicas dissertativas e narrativas de uma forma geral. Não se trata de ter formação Ph.D. em letras ou qualquer outro tipo de formação acadêmica.

O que realmente torna a escrita limitada a apenas um grupo pequeno de pessoas, é o fato de que o cidadão, todo dia tem que encarar a si mesmo. Quando você escreve, você olha para si mesmo, quem de fato é você
entra em cena. Todos os teus jeitos e trejeitos são colocados à prova, você passa a ter exposta tua maneira de pensar e não é fácil reconhecer que você não tem nenhum talento.

Me recordo que há alguns anos atrás, uns 7 anos, mais ou menos, eu tentei escrever assim como estou fazendo hoje e foi um desastre. Eu não conseguia me encarar todos os dias. Escrevia e logo me contradizia, e isto me incomodava tanto que apaguei o blog.

Olhar para si mesmo todos os dias, pra tua simplicidade e insignificância quando o mundo lá fora parece ser muito mais colorido e divertido não é fácil. Fácil é ler. É fácil ler a opinião de alguém e achar mil coisas. Discordar e gargalhar do alheio muitas vezes chega a ser até divertido. Mas olhar para si mesmo todos os dias não é tarefa para qualquer um.

Nem todos podem admitir a própria insignificância, o quanto somos pequenos, e apenas 1 num mundo com 7.000.000.000 de seres dotados com as mesmas capacidades mentais. Hoje, penso que o mais importante em tudo isto é não se enganar. Por exemplo, eu me julgo alguém que escreve de forma razoável. Razoável, pra mim está entre o medíocre e o bom.

Só ressaltando: Como é dificil escrever, dizer a forma como você assimila as coisas, pontuar os eventos que ocorrem a nossa volta, e depois ler aquilo que escreveu e afirmar que aquilo realmente reflete a pessoa que é você. Dizem que os olhos é a janela da alma... tenho pra mim que a escrita é o Espelho da Alma.

Tenha um bom dia.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O que quero ser quando crescer?


Sei que estou algumas semanas atrasado quando me proponho a falar em escolha de profissões. Afinal as maiores instituições de ensino do país estão prestes a finalizar o processo seletivo para novos alunos em 2012. No entanto, julgo que aos 45 minutos do segundo tempo, alguém ainda esteja perdido. Por esta razão achei pertinente escrever, ainda que tardiamente.

O que você quer ser quando crescer? Esta é uma pergunta até que fácil de ser respondida. Pergunte a qualquer criança por aí, ela não deve demorar muito para responder… no entanto tem uma enormidade de adolescentes com sérios problemas para responder.

Se você fizer uma busca rápida na internet, encontrará não um ou dois, mas vários guias, os famosos testes vocacionais... e até mesmo profissionais de sucesso dando dicas e dizendo como começaram a trabalhar em suas respectivas áreas. Na verdade tudo isto soma e tem seu valor, mas na real... eu olharia em outra direção. Acho que a pergunta não deveria ser “O que quero ser?“ mas sim “O que eu sou?“ porque se você analisar, as pessoas mais felizes profissionalmente não escolheram suas profissões em função do mercado, e sim, em função da vida que já tinham.

Veja bem, antigamente, há umas 2 gerações atrás... os pais queriam que os filhos fossem advogados, engenheiros, arquitetos, médicos... as chamadas profissões nobres, numa época em que praticamente tudo estava em expansão por aqui, as cidades ainda não estavam completamente estabelecidas... e estas profissões eram de grande destaque pois havia uma enorme necessidade destes profissionais.

Quando falta profissionais em uma determinada área de interesse para uma região do país... os governantes promovem uma certa propaganda a respeito da área em que querem os profissionais... e alguns poucos anos depois... o contingente destes profissionais aumenta consideravelmente. Isto acontecia naquela época, e ainda antes... e também acontece hoje. Veja o quanto se tem falado hoje em engenharia petroquímica, mecatrônica, ciência da computação, tecnologia da informação... todas estas, profissões são estratégicas para o Brasil.

Pode acontecer de você ter nascido pra uma destas áreas, se este for o caso, meus parabéns, você está na moda! Há algumas décadas atrás o curso de Publicidade e Propaganda, por exemplo, era um curso pouco concorrido. Bastava querer e o vestibulando estava dentro. Mas hoje é tanto quanto, ou ainda mais concorrido do que o curso de medicina. E hoje, só pra constar, faltam engenheiros de um modo geral. Prova disto é o numero de construtoras sendo processadas por atraso nas obras, e fato de o governo federal estar encontrando dificuldades para inaugurar a primeira fábrica de tablets, da Apple em SP.

Me ouça! Estou apelando para você não seguir o que o mercado diz, mas seguir o teu coração. Por que é que uma pessoa com amor pelas artes faria Comércio Exterior? Uma pessoa com dom para o desenho faria agronomia? ou mesmo um amante da natureza faria Matemática?

Você seguir o mercado porque certas áreas de atuação pagam mais não vai te garantir felicidade. Se teus pais querem um diploma de engenharia mas não é a tua praia, me pede que eu faço um e mando pra você imprimir. Não escolha o curso errado com a desculpa que você ainda é novo e tem tempo de mudar caso não goste. Escolha o curso certo para que você dedique a melhor fase da tua juventude e de repente você pode se tornar milionário e referência profissional antes dos 30.

Não pense no que você vai ser quando crescer como se você fosse ser uma pessoa completamente diferente do que você é hoje. O que deve pesar é o que você tem sido a vida inteira e o que te faz lembrar dos melhores momentos que você viveu até aqui. Isto vai te levar a uma decisão mais coerente a respeito do teu futuro profissional.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Plante coisas boas, sempre!



Estou convencido! Não acho que haja tantas coincidências ou que tudo isto seja obra do acaso. Estou falando de mudanças, ou melhor, das mudanças que têm acontecido ultimamente. Sabe, de um tempo pra cá tem acontecido muita coisa na vida das pessoas que estão à minha volta... seja de forma pequena ou completamente enormes na vida de amigos e familiares.

Não, não acho que tudo isto tem acontecido à toa... mesmo em se tratando da macro-economia, da política pelo mundo... o Brasil tem 500 anos mas nunca esteve em tanta evidência... pelo menos não como alguém que dá as cartas, como tem acontecido nos últimos anos. Ao que tudo indica estamos num momento único. Nunca se falou tanto em calote de países como hoje.

Os telejornais citam cifras absurdas de dívidas contraídas por diversos países a juros astronômicos e me parece que a casa caiu. Todos contavam que de alguma forma, os EUA, FMI e mesmo a UE conseguiriam, no final, saldar suas dívidas e pasmem: eles não estão conseguindo! Eu sou novo, não me lembro... mas mesmo buscando na história um momento semelhante, é difícil achar... e se houve, já faz um tempinho.

Nossos ancestrais podem estar dizendo: "Que vergonha, homem pós-moderno, que vergonha!" Tantos avanços científicos, tantas revoluções, tantas conquistas... mesmo assim, os maiores economistas, as maiores agências financeiras não conseguem fechar a conta. Acho que afinal, eu era rico e não sabia.

Claro que não estou escrevendo pra falar de política... mas para pontuar a minha observação a respeito destes dias... desta época em que estamos vivendo: tão singular. Só para deixar mais claro, esta semana uma amiga minha com um casamento sólido de 8 anos se separou, e não foi só um caso. Outro dia ouvi a respeito de um conhecido que durante muitos anos batia na esposa e nos filhos, os filhos cresceram cada um hoje tem sua fa mília, a esposa não arrumou outro homem, mas está ótima. Este conhecido hoje com câncer quer voltar e disse que está arrependido.

Incrível como o mundo dá voltas... disto eu sempre soube, só não sabia que tudo pode acontecer de uma vez. Um outro exemplo é que de um ano pra cá, alguns velhos que conheci aqui perto onde moro, vestiram paletó de madeira. Claro que não foi no mesmo dia... mas de ano pra cá... não pode ser coincidência.

Alguém pode dizer que é alinhamento do cosmos, ou destino, ou qualquer outra coisa. Mas a verdade é que estou convencido de que existem tempos específicos em que tudo se acerta. Aquilo que você plantou vai colher. Não tem como fugir disto. Plante coisas boas sempre, porque em épocas como esta elas voltam pra você.

Eu sei as mudanças são importantes... ou melhor... as mudanças são fundamentais para a evolução, pra nossa evolução, aprendizado e nem todas as mudanças são ruins e a grande maioria delas não podemos evitar e tantas outras sequer damos conta.

De certa forma, com tudo isto fico na expectativa. O quê será que o futuro reserva pra mim que sempre procurei ser bom menino?...rs.... o que será que este Arquiteto, criador de todas as coisas, tem pra mim?
Só resta esperar.

sábado, 19 de novembro de 2011

“Por favor, não conte a ninguém!“

É natal!!! Pelo menos é o que diz o comércio. Estamos há pouco mais de um mês do dia 25 de dezembro mas parece que é hoje. É bem assim, já virou regra: passou o feriado de 12 de outubro e o comércio começa a se mexer. Antigamente as pessoas começavam a se organizar cerca de duas semanas antes do dia vinte e cinco... mas este dia se tornou uma data tão promissora para o comércio, para os bancos, para os governos... que ninguém discorda. O dinheiro se mantém circulando, os caixas fecham positivos, faz-se propaganda de tudo o que se possa imaginar e uma enorme quantidade de gente vão às ruas para gastar.

Okey pessoal, eu não vou bancar o chato, o do contra! Boas compras, de verdade! Comprem bastante, vendam bastante, ajudem ao país, à Europa, o mundo, estão todos precisando. Nada contra. Mas sinceramente… espero que você não tenha esperado até dezembro para me dar um presente que você poderia ter me dado em agosto, ou em março. Taí março é um mês ótimo para me dar presentes... não é o meu aniversário e não fiz nada espetacular em março... por isto é um ótimo mês, está vago.

A propósito, vocês sabem o porque as pessoas se dão presentes nesta data? Se alguém disse que é por causa de um velhinho que respondia por nome de Nicolau, um bispo que nasceu na Turquia e como ficava com dó das criancinhas pobres, saía a ajudar as pessoas levando roupas de frio e mantimentos... sinto muito mas tenho que discordar. Não estou dizendo que não existiu tal personagem nem se o que dizem a respeito dele é totalmente verdade ou mentira. Mas este não é o real motivo.

A figura do Papai Noel como a conhecemos hoje foi criada pela Coca-Cola em 1931 em uma campanha publicitária, a cor de sua roupa é em função do rótulo do refrigerante... o Papai Noel antes disso tinha roupas verdes... mas como a Coca-Cola já era muito forte... este nova imagem pegou.

Mas a pergunta é porque as pessoas se dão presentes nesta data? A resposta é uma só. Para celebrar o maior presente que a humanidade poderia receber, o nascimento de Jesus entre nós. Deus por nos amar com um amor gigantesco... e estando nós presos debaixo da condenação, da lei, do pecado e da morte, nos deu a Jesus como um presente, para que por Ele fôssemos salvos.

E todas as vezes que damos um presente a alguém nesta data, estamos lembrando, celebrando e comemorando este ato fantástico feito primeiro por Deus. É bem verdade que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro... mas o comércio, os bancos e os governos me dirão: “Por favor, não conte a ninguém!“ Podem deixar, não vou contar!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Este não é um blog de autoajuda.


Ok galera é o seguinte, antes que me perguntem: Não, definitivamente este não é um blog de autoajuda. A começar quero informar que este termo, tecnicamente, não existe. Este termo foi criado apenas para classificar e acomodar uma enorme quantidade de livros que não tinham uma classificação exata e não se encaixavam nas categorias que já existiam nas prateleiras das livrarias.

Quando o termo foi introduzido há algumas décadas atrás, foi uma verdadeira revolução para as editoras e para aqueles que organizavam as prateleiras nas estantes das livrarias. Livros escritos por pessoas que apenas queriam expor suas idéias ou trazer algo novo à literatura popular foram inclusos nesta categoria que tem a pretensão de tirar alguém de um ponto inferior e levá-la a um ponto transcendental de conhecimento. Ponto este que habilitaria a qualquer um a resolver todos os seus problemas. Bobagem.

Se você for pensar comigo, todos os livros de certa forma fazem isto: te conduzem de um ponto A para um ponto B. Há um ditado que diz: “Por pior que seja o livro, todo mundo aproveita, pelo menos, cerca de 10% daquele livro“. Então todos os livros de certa forma exercem o papel de ajuda ao leitor.

Indo um pouco mais a fundo no termo, “autoajuda“ refere-se à capacidade de um indivíduo ajudar-se a si mesmo, como se todas as respostas estivessem dentro dele, logo este não precisaria de artifícios externos, caso fosse necessário um livro fazê-lo, seria um livro de ajuda e não um livro de autoajuda.

O mesmo fenômeno acontece com o termo “autodidata“. O indivíduo bate no peito, enche a boca e diz: “Sou autodidata“. Espera um pouco aí, como assim autodidata? O cara se gaba de ter lido um livro “x“, joga todo o trabalho todo do autor/escritor daquele livro pelo ralo e diz que aprendeu sozinho. Com isto fico indignado. Nós seres humanos somos a espécie animal que mais demora para entrar na fase adulta... demoramos quase um ano inteirinho para ajustar os sensores do nosso corpo para começarmos a dar os primeiros passos de forma totalmente independente. Péra lá, não venha me dizer que você aprendeu sozinho.

A verdade é que precisamos viver em sociedade. Precisamos do outro, pois aprendemos a andar porque observamos que os outros, nossos semelhantes, se locomovem desta forma, andando. Escolhemos nossa profissão porque vimos alguém em exercício daquela profissão, ou pelo menos ouvimos a respeito daquela nobre função seja ela qual for. Caso contrário, estaríamos em modo vegetativo, plenos de total ignorância e abstraídos das experiências que nos fazem evoluir.

Noutras palavras, aprendemos pelo olhar, através da observação, através dos acertos e dos erros, analisando nossos semelhantes, e sobretudo, exercendo a autocritica, reconhecendo nossa total insignificância diante da riqueza de eventos e acontecimentos que a vida e o mundo nos fornece.

E vendo tudo isto penso: como é nobre você dizer que aprendeu algo em um lugar e apontar o lugar em que você aprendeu. Honrar os mestres que se dedicam no ofício de ensinar e garantir que outros, que virão depois de você, possam aprender assim como você aprendeu. Pense nisto!

Espero que você tenha entendido que este blog não é um blog de autoajuda.

Com os pés calçados.



A vida ensina um bocado. Se você parar pra pensar... vc vai ver que ela dá varias dicas em como você deve levá-la. Bom, tem aquelas dicas básicas que são clichê no colégio e as professoras do ensino fundamental não cansam de contar aos alunos: "Temos dois ouvidos e uma boca... para ouvir mais do que falamos..."Ou aquelas mais engraçadinhas como: "Nasci careca e sem dentes, o que vier é lucro."

Pois bem, clichês à parte... é inegável que aprendemos muito observando as coisas.
Mas tenho pra mim que não haja nada mais simbolicamente verdadeiro do que o fato de que nós nascemos descalços. Shakira que o diga, o album que alavancou a sua carreira para o mundo foi um album entitulado "Pies Descalzos".

Tudo isto me faz ver que quando estamos começando é bom que estejamos descalços. Afinal não sabemos qual caminho vamos trilhar... ou qual tipo de terreno vamos enfrentar, ou mesmo qual a duração do percurso. Se nascêssemos calçados, acho que seria um recado da vida nos dizendo que devemos andar neste tipo de terreno e não naquele.

Graças a Deus, nascemos livres para escolher qual caminho devemos seguir. E isto é totalmente nossa escolha. Não adianta as pessoas quererem forçar-nos a andar um caminho pré-determinado. Chega uma hora que nós precisamos escolher, e mais do que isto... temos que, uma vez escolhido o caminho, trilhar. Nossos pais por exemplo, podem nos apontar o caminho, os mais velhos, os amigos, os vizinhos... mas no final somos nós quem trilhamos. Podemos fazê-lo sozinhos ou acompanhados, mas precisamos trilhar.

Um coisa muito importante também, e isto é um conselho meu: Caso esteja no meio de um caminho e você percebe que o final daquele caminho não vai levar ao local que você imaginava, volte, mude de caminho, troca o calçado se for preciso, de acordo com o terreno, e siga em frente. Nestas horas não vale a pena ter orgulho ou querer mostrar para alguém que você estava certo. Apenas mude e siga a vida.

No começo estamos todos descalços, mas uma vez que colocamos nossos pés no chão, um bom calçado se torna impressindível. Tenha um bom dia.

Se me permitem introduzir...

Inspirado por minha amiga Duda Eilert e vendo a facilidade em como ela tece textos maravilhosos, resolvi escrever alguma coisa também. Claro que não tenho a pretensão de escrever textos maravilhosos... no entanto quero colocar alguns pensamentos, crônicas e anedotas em geral... a começar com um post cujo o título é o nome do blog.

acessem: blog da Duda http://dudaeilert.blogspot.com/