domingo, 27 de novembro de 2011
Texto fluído
Vejam que curioso: Faz dois dias que sento na frente do computador para escrever. Eu escolhi assuntos que achei que seriam legais, divertidos, ou mesmo engraçados, mas estranhamente não consegui. Sentei e passei uns dez minutos para escrever um parágrafo, que se recusava a sair, de alguma forma bizarra para mim, eu não conseguia estruturar as idéias em cima das plataformas da escrita. Desliguei o computador e fui abstrair-me.
No dia seguinte, escolhi um outro assunto, mas novamente não consegui escrever absolutamente nada. O que saía eram coisas sem sentido ou até mesmo desconexas. Muito estranho, fiquei sem entender até que hoje, caiu a ficha... entendi o que ocorrera.
Eu queria escrever coisas que eu julguei que as pessoas que lessem poderiam gostar, quis seguir um formato, talvez mais amigável a quem fosse ler o blog, do tipo: 2 textos sérios, uns 2 ou 3 descontraídos, um post sobre as oscilações de relacionamento entre homens x mulheres, talvez umas 2 piadas... e não deu certo.
Hoje descobri que não consigo escrever o que não está em mim. Não consigo escrever o que eu não sou. Não consigo colocar pra fora aquilo que não está dentro de mim. Eu simplesmente travei quando tentei fazê-lo. É tudo muito novo pra mim... e muito estranho também.
Se bem que acho que a internet não precisa de mais um blog de piadas, sexo ou qquer coisa que siga uma linha mais genérica ao comportamento humano. Se eu tentasse algo parecido acho que seria apenas mais um em meio a tantos outros bons blogs que falam sobre tais coisa.
Mas a internet precisa, ela carece de figuras singulares que expressam opinião e ponto de vista próprios e contemporâneos a respeito do mundo em que vivemos. Com certeza não tem nenhum outro blog que diga o que eu penso porque é neste aqui que expresso o que eu sinto. Quando eu escrevo algo que tah dentro de mim, é incrivel como os textos fluem sem esforço.
Hoje sei que posso escrever sobre qualquer coisa, não há uma limitação do conhecimento, de conteúdo, não há assunto que não possa falar. A única prerrogativa que tem que estar clara é se aquilo que escrevo está dentro de mim. Se é o que estou sentindo no momento sei que tudo vai fluir, senão, esquece!
Eu sei que não parece grande coisa pra quem lê, mas pra mim... estou radiante em ter descoberto isto, pois vai me poupar o tempo ocioso que passaria na frente do computador esperando as idéias aparecerem. Graças a Deus, estou muito feliz!
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