sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
A experiência é o que conta!
É claro que não sou dono da verdade, estamos todos em um processo de aprendizado. Se bem que algumas pessoas têm uma curva de aprendizado mais acentuada do que outras, no entanto, no fim, somos todos aprendizes. São tantas coisas a serem aprendidas, compreendidas... e o que nos faz aprender é o questionamento. Se não questionamos, o conhecimento passa diante de nós e não percebemos.
E nada ensina mais uma pessoa do que a experiência pessoal de cada um. A nossa experiência pessoal molda o nosso olhar, a maneira com que vemos, exergamos o mundo. É pensando nisto que muitas empresas há algum tempo aderiram ao conceito de dar aos clientes não apenas um produto, mas um momento agradável, uma experiência que vai marcar um momento bom, agradável....
Estamos rodeados de exemplos: Propaganda de margarinas, com a família em volta da mesa, propaganda de cerveja com mulheres super gostosas, dando a entender que o indivíduo vai arrasar com as mulheres... ora, bem sabemos que isto naum acontece exatamente, mas isto vende... afinal todos queremos acreditar que podemos nos transformar de uma hora para a outra. É um mundo de faz de conta.
Mesmo nas ações de marketing mais simples, como uma moça bonitinha em frente a uma loja de perfumes entregando pequenas amostras aos transeuntes, está lá embutido o tal conceito da experiência, dar ao cliente em potencial algo que fará com que ele volte à loja e compre uma dúzia de produtos. Seja como for, nós seres humanos somos assim: aprender de verdade exige a tal da experiência.
E fazemos isto por associação. Se trilhamos um caminho e sofremos algum tipo de desconforto, nosso cérebro vai bloquear, travar aquele caminho, por outro lado se obtemos algum tipo de prazer, fixamos aquele evento que ficará vivo por décadas em nossas mentes.
Aprendemos assim, mas infelizmente aprendemos uma coisa de cada vez. Quando assistimos a um filme, nos divertimos e damos risada numa primeira impressão, mas se assistimos novamente, já conhecemos as piadas e nosso cérebro passa a analizar outros pontos que não percebemos da primeira vez e também aprendemos.
Isto ilustra que nosso aprendizado é muito condicionado ao momento da vida em que estamos vivendo. Se estamos prontos para amar, tudo ligado ao amor nos chama a atenção e temos a tendência de ignorar as demais coisas. Se estamos fechados para o amor, talvez por alguma decepção, passamos a ter uma certa aversão a qualquer pessoa que queira se aproximar. Somos qual crianças.
Uma criança a princípio é extremamente egoísta, principalmente na fase em que ainda é um bebê. Ela quer a atenção da mãe, da família, quer as coisas dela do jeito dela, a mamadeira do jeito e na hora certa. Tudo isto porque o mundo dela se limita ao que está ao seu redor. Mas basta vir um irmãozinho pra este bebê sofrer, sentir ciúmes, ter inveja... mas tudo isto ensina também. Passado o momento do conflito, a criança aprende a enxergar um pouco além do seu espaço, aprende a compartilhar, ceder a mãe, e mesmo os brinquedos, aprende a ser generoso, amigo e aprende inclusive a amar.
Tudo isto evidentemente vem com o dia-a-dia, nada de uma vez, mas paulatinamente. Estamos constantemente sendo moldados pelo mundo à nossa volta, aprendendo e mesmo adultos somos como crianças, sensíveis, imperfeitos, somos todos assim, sem excessão. Por mais que tenhamos que vender uma imagem diferente, porque o mundo exige isto. Mas dentro de nós vive uma criança que só quer um pouco de carinho e amor.
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